Bahia GOVERNO DO ESTADO
AL-BA mantém veto integral de Jerônimo sobre projeto que prevê redistribuição de custas cartoriais
A votação foi realizada de forma secreta durante a sessão da tarde desta terça-feira (26), com 38 votos favoráveis ao veto e seis contrários.
26/08/2025 19h21
Por: Redação

A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) manteve o veto do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o Projeto de Lei nº 25.851/2025 que prevê a redistribuição das receitas arrecadadas com custas cartoriais no estado. A votação foi realizada de forma secreta durante a sessão da tarde desta terça-feira (26), com 38 votos favoráveis ao veto e seis contrários.

O veto enfrentou críticas da bancada de oposição por se tratar de um veto do governador sobre um projeto de autoria do próprio Executivo estadual.

A proposta alterava dispositivos da Lei nº 13.600/2016, modificando os percentuais de repasse dos valores pagos pelos usuários de serviços notariais e de registro. Era previsto o aumento de 1% para 4% a participação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) nas receitas cartorárias, reduzindo de 13,2% para 9,2% a fatia destinada ao Fundo Especial de Compensação (Fecom).

custas cartoriais:
  • São as taxas cobradas pelos cartórios, também conhecidas como emolumentos, em troca da prestação de serviços jurídicos e legais. 
     
  • Esses serviços podem ser no âmbito judicial ou extrajudicial, como a criação de escrituras públicas, a autenticação de documentos, o registro de imóveis, entre outros. 

O texto foi uma “aprovação relâmpago” dentro da Assembleia. A matéria chegou para apreciação dos deputados no dia 17 de junho deste ano, mesma data da última sessão antes do recesso parlamentar. Apesar disso, o projeto foi a plenário e aprovado junto com um “pacotão” de textos do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

No dia 21 de junho, após sofrer pressão das entidades cartoriais, Jerônimo encaminhou o veto à AL-BA sob a justificativa de que foi identificado “aspectos que merecem reavaliação mais aprofundada e estudos adicionais”, com objetivo de assegurar “o melhor interesse público”. 

Jerônimo destacou que as questões problemáticas surgiram com maior clareza durante a tramitação legislativa e defendeu “diálogo contínuo entre os Poderes” e “escuta ativa às instituições envolvidas”.