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Armas de Fogo e Acidentes de Moto Lideram Mortes entre Jovens Brasileiros

Homens negros são os mais afetados, com taxa de mortes 90% maior que a de brancos, evidenciando o impacto do racismo estrutural.

27/08/2025 às 17h23
Por: Redação
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Armas de Fogo e Acidentes de Moto Lideram Mortes entre Jovens Brasileiros

Um relatório recente da Fiocruz acende um alerta sobre a juventude brasileira: armas de fogo e acidentes de moto são hoje as principais causas de morte entre jovens no país. Os dados expõem uma realidade marcada por violência, desigualdade e falta de oportunidades, especialmente para os jovens negros.

Segundo o levantamento, entre os homens negros, a taxa de mortes externas — aquelas causadas por fatores como homicídios, acidentes e quedas — é 90% maior do que entre brancos. Para especialistas, os números não surpreendem: refletem os efeitos profundos do racismo e da exclusão histórica que ainda moldam o Brasil.

"Não é coincidência, é racismo estrutural", afirma a nota que acompanhou a divulgação do relatório, apontando como a juventude negra está desproporcionalmente exposta a contextos de risco, tanto pela violência urbana quanto pelas condições precárias de trabalho.

O uso da motocicleta, por exemplo, tornou-se uma alternativa para muitos jovens que buscam renda rápida — frequentemente como entregadores ou motoboys —, mas vem acompanhado de alto risco. Sem direitos trabalhistas garantidos e com jornadas exaustivas, esses trabalhadores enfrentam diariamente o trânsito perigoso das grandes cidades.

Proposta de Cotas Raciais em Programas de Primeiro Emprego

Diante desse cenário, foi protocolado na semana passada um Projeto de Lei que propõe cotas raciais em programas de primeiro emprego, como estágio e jovem aprendiz. A medida busca ampliar o acesso de jovens negros a oportunidades formais, com dignidade, proteção e perspectiva de futuro.

“É uma forma de abrir caminhos. Mas sabemos que esse ainda é só o começo”, destacou a autora do projeto. A proposta pretende enfrentar, ao menos em parte, os efeitos de uma sociedade que ainda não superou as marcas de sua herança escravocrata.

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