
O STF iniciou nesta terça-feira (2) o julgamento do núcleo central da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. A sessão foi marcada por discursos firmes contra ameaças à democracia. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que pacificação não pode ser confundida com impunidade e destacou a coragem da Corte frente a pressões. Ele mencionou ameaças internas e externas, como ações de Eduardo Bolsonaro e alusões a Donald Trump.
A Procuradoria-Geral da República, por meio de Paulo Gonet, apresentou a acusação, sustentando que o processo golpista começou ainda no governo Bolsonaro, com reuniões entre o então presidente, o ministro da Defesa e a cúpula militar. A PGR pediu a condenação dos envolvidos por crimes como tentativa de golpe, organização criminosa armada e abolição do Estado Democrático de Direito.
A defesa de Mauro Cid, primeiro a falar, defendeu a colaboração premiada e negou coação. Outros réus também se defenderam, como o deputado Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, e o ex-ministro Anderson Torres — todos negaram envolvimento direto e contestaram provas e interpretações da PGR.
O julgamento continuará nesta quarta-feira (3), com a defesa de Augusto Heleno e, posteriormente, de Jair Bolsonaro.
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