O encontro do deputado estadual Tiago Correia (PSDB) com o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, continua movimentando os bastidores da política baiana e gerando interpretações sobre os rumos do parlamentar dentro de seu grupo. A aproximação, considerada inesperada, foi lida como um possível sinal de afastamento do ex-prefeito de Salvador e líder da oposição, ACM Neto (UB).
A reunião, que em um primeiro momento foi tratada como institucional, rapidamente ganhou contornos políticos. Correia, que já vinha enfrentando um clima de isolamento dentro da legenda, agora vê seu nome no centro de especulações sobre um eventual rompimento com Neto.
Um dos pontos de maior questionamento é se, em caso de ruptura, o deputado contaria com o apoio de lideranças estratégicas ligadas a ACM Neto, especialmente no extremo sul da Bahia. O prefeito de Itamaraju, Jorge Almeida, é citado como peça-chave nesse cenário. Aliado histórico de Neto e liderança com forte influência regional, seu posicionamento em relação a Tiago pode definir o alcance do espaço político do parlamentar.
Além de Almeida, outros gestores municipais próximos ao ex-prefeito de Salvador também seriam determinantes na sustentação ou no enfraquecimento de uma eventual candidatura de Correia à reeleição.
O desconforto do deputado com sua legenda ganhou força após a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (UB), anunciar a pré-candidatura do marido a deputado estadual em 2026. O movimento, segundo aliados de Tiago, contrariou acordos internos e fragilizou ainda mais sua posição no partido.
Esse episódio intensificou a percepção de que o parlamentar tem perdido espaço dentro da oposição, aumentando a pressão sobre ACM Neto para administrar conflitos que se acumulam em seu grupo político.
Nos bastidores, a indefinição de prefeitos aliados sobre acompanhar ou não Tiago Correia em caso de afastamento é vista como um fator decisivo para o futuro do deputado. Sem uma rede de sustentação consolidada, o parlamentar estuda alternativas que lhe permitam preservar sua base eleitoral e viabilizar um novo caminho político para 2026.