O deputado federal Dal Barreto (União Brasil) teve o celular apreendido no Aeroporto de Salvador na terça-feira (14). A medida faz parte da sexta fase da Operação Overclean, da Polícia Federal, que também revistou uma casa de luxo e um posto de combustíveis do deputado.
O objetivo da Operação Overclean é desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele declarou cerca de R$ 7,3 milhões em bens -terrenos, helicóptero, prédios comerciais, empresas e fazendas.
Recentemente, o deputado votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, que ficou conhecida como PEC da Blindagem, e da urgência para o Projeto de Lei (PL) 2162/2023, que dá anistia a condenados por atos golpistas.
A casa de luxo e o posto de combustíveis que foram revistados pela Polícia Federal na terça-feira ficam na cidade de Amargosa. Além de documentos encontrados nos endereços, os agentes levaram carros de luxo que estavam na residência.
A PF não divulgou quais são as suspeitas contra o político, porém, a equipe de reportagem apurou que se trata de um suposto envolvimento com um dos alvos anteriores da operação.
Em entrevista Dal negou qualquer envolvimento com a investigação. "As provas vão chegar no momento certo e as pessoas vão entender. Tudo vai ser conduzido pela Justiça, a gente vai aguardar que a Justiça esclareça sempre", disse.
Quanto à abordagem da PF no Aeroporto de Salvador, Dal relatou que os agentes não pediram ou repassaram mais informações. "Não falei nada. Não me perguntaram nada. Me pediram o celular e eu entreguei", disse.