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Bolsonaro admite violação da tornozeleira eletrônica

O episódio foi enquadrado como violação do dever legal de manter o funcionamento da tornozeleira, o que contribuiu para a decisão de levá-lo à custódia da Polícia Federal.

23/11/2025 às 19h30
Por: Redação
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Bolsonaro admite violação da tornozeleira eletrônica

A tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro precisou ser substituída na madrugada deste sábado após uma violação considerada grave pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal. O alarme do dispositivo disparou por volta de 0h07, e, minutos depois, equipes de monitoramento e a escolta foram acionadas. À 1h10, a tornozeleira foi trocada, e investigadores apontam que houve tentativa de remover a carcaça com materiais de soldagem, fato que será periciado pela Polícia Federal.

A tentativa de violação foi uma das principais justificativas usadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para decretar a prisão preventiva do ex-presidente. Moraes afirmou que o episódio indicava intenção de fuga, especialmente diante da manifestação convocada por Flávio Bolsonaro, que poderia gerar tumulto e facilitar a evasão. Ele também recordou episódios anteriores, como a permanência de Bolsonaro na Embaixada da Hungria e planos de buscar asilo na Embaixada da Argentina, além de citar outros aliados que deixaram o país para evitar a Justiça.

Na decisão, o ministro destacou que a lei exige que monitorados cuidem do equipamento e não o danifiquem, sob risco de medidas judiciais. Moraes reforçou que o conjunto de ações reforça o risco concreto de fuga, justificando a conversão da prisão domiciliar em preventiva. O episódio foi enquadrado como violação do dever legal de manter o funcionamento da tornozeleira, o que contribuiu para a decisão de levá-lo à custódia da Polícia Federal.

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