
Caminhoneiros de várias regiões do país articulam, pelas redes sociais, uma possível greve geral a partir desta quinta-feira (4), embora o movimento não seja unânime dentro da categoria.
Na terça (2), Franco Dal Maro, o “Chicão Caminhoneiro”, entregou à Presidência da República um documento com reivindicações, afirmando que age dentro da legalidade. Ele esteve acompanhado do desembargador aposentado Sebastião Coelho, que ofereceu apoio jurídico.
Entre as principais demandas estão: estabilidade contratual, revisão do marco regulatório, regularização de motoristas autônomos, atualização do piso do frete, congelamento de dívidas, aposentadoria especial, linha de crédito, isenção de IPI para renovação de frota, mais pontos de parada, suspensão temporária da “Lei do Descanso”, criação de uma Justiça especializada e reserva de 30% das cargas estatais para autônomos.
Chicão diz que a greve não é partidária e pede respeito às leis. Já Coelho defende publicamente uma paralisação em apoio à anistia de Jair Bolsonaro e dos envolvidos em 8 de janeiro, afirmando que o país só avançará com união e adesão gradual de diversos setores.
Apesar das reivindicações comuns, importantes entidades do setor não aderiram ao movimento. A CNTA afirma não ter recebido nenhum comunicado formal, e Wallace Landim, o Chorão, liderança da greve de 2018, rejeita participar por considerar o movimento politizado em defesa de Bolsonaro.
O texto relembra ainda que a greve de 2018 paralisou o país por 10 dias, causando desabastecimento e grandes prejuízos, e levou o governo Temer a subsidiar o diesel e criar a tabela mínima de frete.
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