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Funcionários da Caixa são investigados por fraude de mais de R$ 1 milhão contra clientes idosos da Bahia

Investigação identificou irregularidades no cadastramento de biometria facial e digital em contas de pessoas com idade superior a 100 anos.

11/12/2025 às 18h56 Atualizada em 11/12/2025 às 19h10
Por: Redação
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Funcionários da Caixa são investigados por fraude de mais de R$ 1 milhão contra clientes idosos da Bahia

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), uma operação que investiga um grupo criminoso especializado em fraudes bancárias que utilizava falsificação de biometria para se passar por clientes idosos, titulares de contas com valores elevados e pouca movimentação.

As fraudes permitiam movimentações indevidas e saques volumosos, causando prejuízo superior a cerca de R$ 1 milhão, apenas em contas de clientes da Bahia.

Segundo a PF, a investigação teve início após comunicação da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (CEFRA) da Caixa Econômica Federal, que identificou irregularidades no cadastramento de biometria facial e digital em contas de pessoas com idade superior a 100 anos.

Os investigados realizavam cadastramentos biométricos fraudulentos em agências da Caixa no Pará, utilizando pessoas mais jovens para se passar por correntistas idosos. Após a inclusão da biometria, ocorriam saques sucessivos em lotéricas e depósitos em contas vinculadas ao grupo criminoso.

Parte dos envolvidos são empregados da instituição financeira, contratados recentemente, que se valiam do acesso privilegiado para facilitar as fraudes.

Conforme a Polícia Federal, identificou-se, até o momento, cerca de 20 contas fraudadas que estavam vinculadas a agências da Caixa Econômica Federal nas seguintes cidades baianas:

  • Salvador;
  • Guanambi;
  • Serrinha;
  • Eunápolis;
  • Feira de Santana;
  • Castro Alves;
  • Cachoeira;
  • Euclides da Cunha;
  • Conceição do Coité;
  • Itamarajú.

 

Estão sendo cumpridos dois mandados de suspensão do exercício de função pública contra empregados da Caixa e três mandados de busca e apreensão, em endereços nas cidades de Belém e Dom Eliseu, no Pará, além do bloqueio judicial de contas bancárias dos investigados, visando descapitalizar o grupo criminoso.

Os mandados judiciais foram expedidos pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Paragominas, também no Pará.

Os investigados poderão responder por furto mediante fraude, associação criminosa e outros delitos previstos na legislação penal.

 

Confira a nota da Caixa Econômica Federal na íntegra:

 

"A CAIXA informa que atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que envolvem a instituição. Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente às autoridades competentes, para análise e investigação.

O banco aperfeiçoa continuamente os critérios de segurança em movimentações financeiras, acompanhando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias diante dos ‘modus operandi’ identificados.

Adicionalmente, a CAIXA ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias como objetivo de identificar e investigar casos suspeitos. A instituição também esclarece que possui estratégias, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes, contando com tecnologias e equipes especializadas para garantir a segurança de seus processos e canais de atendimento".

 

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