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Haddad decide deixar a Fazenda até fevereiro e quer gerenciar campanha de Lula para a Presidência

Ministro já conversou com presidente e sugeriu Durigan para cargo; PT discorda

16/12/2025 às 09h35
Por: Redação
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Haddad decide deixar a Fazenda até fevereiro e quer gerenciar campanha de Lula para a Presidência

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo até o fim de fevereiro. Apesar de apelos de lideranças petistas, ele tem insistido que não pretende se candidatar a nenhum cargo eletivo. Sua ideia seria coordenar a campanha de Lula à Presidência da República.

Nesta posição, diz a interlocutores, ele poderia fazer a defesa do governo do qual é até agora a figura central. Em sua gestão, a economia era vista como o maior problema do país por 22% dos brasileiros, percentual que caiu para 11% neste mês, de acordo com pesquisa do instituto Datafolha.

Haddad já conversou com Lula sobre a saída, e o presidente, segundo integrantes do PT, teria aceitado a possibilidade. O ministro já sugeriu até um nome para sucedê-lo: o do secretário-executivo do ministério, Dario Durigan.

Lideranças do partido, no entanto, dizem preferir que o ministro concorra ao governo estadual ou ao Senado por São Paulo. Afirmam que seria um desperdício e até mesmo um problema ele não se candidatar, já que é um dos nomes mais conhecidos da legenda, com capacidade de puxar votos.

Uma das prioridades do partido e de Lula é eleger um número grande de senadores em 2026 para tentar barrar a formação de uma maioria de direita no parlamento. Além disso, um bom desempenho em São Paulo é considerado crucial para que o presidente consiga se reeleger em 2026. Neste contexto, a candidatura de Haddad seria fundamental.

Na festa de sexta (12) do grupo Prerrogativas, de juristas e advogados, em que foi um dos homenageados ao lado de Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB), Haddad era o centro das conversas.

Deputados e lideranças do PT avaliavam que, caso não queira mesmo disputar um cargo por SP, ele poderia ser candidato a vice-presidente em uma chapa liderada por Lula em 2026, com Alckmin concorrendo ao governo paulista e Tebet, ao Senado pelo estado. Nessa condição, caso Lula se reeleja, Haddad seria visto como seu sucessor natural _o que abre disputas na legenda.

Um segundo obstáculo a ser superado: para isso colocar Haddad na vice, Lula teria que deslocar Alckmin, com quem tem excelente relação e que já deu sinais de que prefere concorrer novamente ao mesmo cargo. Haddad também tem ótima relação com o vice-presidente, que define como "amigo".

Alguns presentes na festa chegaram a falar a Haddad que ele deveria disputar a vice-presidência. O ministro sorriu durante o diálogo.

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