Bahia ECONOMIA
Guerra faz gasolina passar de R$ 7 na Bahia
Com alta de R$ 0,80 prevista para esta quarta, 4, preço médio em Salvador deve romper barreira dos R$ 7
05/03/2026 10h32
Por: Redação

Os efeitos da guerra no Irã no mercado de petróleo acendeu alerta vermelho sobre o futuro dos preços dos combustíveis na Bahia. A partir desta quarta-feira (4), portanto, é esperado que o preço da gasolina e do diesel disparem nas distribuidoras em uma alta acima de R$ 0,80.

Atualmente, o preço médio da gasolina em Salvador gira em torno de R$ 6,34, enquanto o diesel S10 é comercializado na casa dos R$ 6,09. Com os novos ajustes previstos, a gasolina deve romper a barreira histórica e passar de R$ 7,00 nos postos da capital baiana, enquanto o diesel pode chegar a R$ 6,89.

Fontes ouvidas apontam que a Acelen, empresa de energia criada pelo fundo Mubadala Capital e que detém da gestão da Refinaria de Mataripe desde 2021, deve repassar uma alta de R$ 0,50 às distribuidoras baianas em meio aos conflitos entre países produtores de petróleo.

Esse valor deve ser somado à alta de R$ 0,30 do diesel, que foi aplicada desde terça-feira, 3. De acordo com Walter Tannus, presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniências do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), os conflitos já começam a respingar de forma negativa para os baianos.

Preço é controlado pela Acelen

A precificação da gasolina e do diesel no estado baiano é controlada pelas decisões da Acelen, e são influenciadas pelos critérios do mercado cambial. São consideradas para o estabelecimento do preço, variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete. Isso faz com que o preço possa ir para cima ou para baixo.

Guerra fecha o cerco do petróleo

Em uma semana, o tráfego de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz caiu 90%, de acordo com a empresa de análises Kpler ao AFP. Isso intensifica ainda mais o cenário do mercado petrolífero sobre o Brasil.

De acordo com Evaristo Pinheiro, presidente da RefinaBrasil, entidade que responde pelas refinarias privadas do país, essas restrições elevam ainda mais o risco de redução da oferta global, principalmente para o Brasil, que já possui paradas relevantes de manutenção programadas para os próximos meses, o que desacelera a oferta doméstica.

Entram na lista dos maiores impactos:

O preço do petróleo internacional é multiplicado pelo câmbio, que é definido pela variação do dólar. Quando os dois estão em alta, isso pressiona para que esse preço chegue ao consumidor