
A Justiça Federal em Teixeira de Freitas decidiu conceder liberdade provisória a cinco indígenas presos durante uma operação policial relacionada ao caso de duas turistas gaúchas baleadas na região de Prado, no extremo sul da Bahia. A decisão foi tomada após manifestação da Defensoria Pública da União, que atuou na defesa dos investigados.
A investigação apura disparos de arma de fogo contra um veículo no distrito de Corumbau. Durante o ataque, duas turistas foram atingidas e precisaram de atendimento médico, mas já receberam alta hospitalar.
Na decisão judicial, o flagrante foi homologado, porém o juiz entendeu que não há, neste momento, indícios suficientes de autoria direta para manter a prisão preventiva de cinco investigados, que responderão em liberdade com medidas cautelares. Outros dois indígenas deverão cumprir prisão domiciliar dentro dos limites da aldeia de origem, enquanto a prisão preventiva de uma liderança indígena foi mantida.
A decisão também determina que os investigados que responderão em liberdade deverão cumprir condições estabelecidas pela Justiça, como comparecimento periódico em juízo e restrições de deslocamento, enquanto o inquérito segue em andamento para apurar as circunstâncias e responsabilidades no caso.
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