
Um grupo de manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloqueou, na manhã desta quarta-feira, um trecho da rodovia BA-698, no acesso ao Assentamento Paulo Freire, no município de Mucuri, no extremo sul da Bahia.
A interdição ocorreu entre 07h30 e 09h20, causando congestionamento e transtornos para motoristas que trafegavam pela rodovia. Ônibus que transportavam trabalhadores da empresa Suzano também foram afetados pelo bloqueio. A via só foi liberada após a chegada de equipes da Polícia Militar, que acompanharam o fim da manifestação.
Durante o protesto, os manifestantes apresentaram reivindicações relacionadas à melhoria na educação, nos serviços de saúde e na recuperação das estradas vicinais que atendem os assentamentos rurais da região. O ato também contou com a presença de dois vereadores do município.
De acordo com a administração municipal, comunidades como os assentamentos Paulo Freire, Jequitibá e Lagoa Bonita recebem atendimento regular nas áreas de educação e saúde. A prefeitura informou que os moradores contam com transporte escolar, merenda e acompanhamento pedagógico nas escolas. Na área da saúde, são realizados atendimentos periódicos nas comunidades, além do transporte de pacientes para unidades médicas em cidades como Teixeira de Freitas, Linhares e Vitória.
A gestão municipal também destacou que um dirigente do movimento realiza tratamento médico fora do domicílio desde 2021, com acompanhamento em São Paulo e, mais recentemente, em Vitória, por meio do programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), custeado pelo município. Segundo a prefeitura, dezenas de assentados também utilizam esse tipo de assistência.
Em relação às estradas vicinais, a administração afirmou que já realizou obras como construção de bueiros, pontes e a substituição de uma antiga ponte sobre o Rio Baeta por uma nova estrutura com manilhas de grande porte. No entanto, o município reconheceu que as chuvas recentes danificaram alguns trechos da malha viária rural, o que interrompeu temporariamente os serviços de manutenção.
Ainda segundo a prefeitura, não houve comunicação prévia do movimento solicitando reunião ou apresentando formalmente as demandas. A expectativa é que na próxima semana o prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa receba uma comissão do movimento para discutir as reivindicações apresentadas durante a manifestação.
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