O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a soltura de uma liderança indígena que estava presa preventivamente por suspeita de participação no ataque a tiros contra um carro que deixou duas turistas gaúchas feridas em Corumbau, distrito de Prado, no extremo sul da Bahia. A decisão foi tomada na segunda-feira (9), após habeas corpus da Defensoria Pública da União.
A Justiça entendeu que, apesar da gravidade do caso, ainda não há provas suficientes para manter a prisão preventiva. Os indícios contra o investigado são considerados iniciais e baseados principalmente no depoimento de um adolescente apreendido.
A prisão foi substituída por medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça, proibição de contato com outros investigados, restrição para mudar de endereço e uso de tornozeleira eletrônica. O tribunal também destacou que outros envolvidos já haviam conseguido liberdade provisória ou prisão domiciliar.
Com isso, todos os oito investigados passam a responder ao processo em liberdade, enquanto a Polícia Federal continua investigando o caso.
O ataque ocorreu quando duas turistas do Rio Grande do Sul, Denise Moro (57) e Josiane Moro (55), passavam de carro por uma área de conflito agrário entre indígenas e fazendeiros. O veículo foi atingido por disparos ao tentar atravessar um bloqueio em uma estrada vicinal. As duas foram socorridas, passaram por cirurgias e ficaram internadas na UTI, mas já receberam alta hospitalar.