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Seis vereadores baianos foram presos nos últimos 8 meses por ligação com facções

Prisões envolvem vereadores ligados às facções BDM, PCC e CV na Bahia

08/04/2026 às 19h25
Por: Redação
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Seis vereadores baianos foram presos nos últimos 8 meses por ligação com facções

Nos últimos oito meses, ao menos seis vereadores de diferentes cidades da Bahia foram presos em operações que investigam ligação com facções criminosas, tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. Entre os investigados, parte mantém conexão direta com os grupos Bonde do Maluco (BDM) e Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto outros têm vínculo com o Comando Vermelho (CV), mostrando a presença de redes criminosas com alcance interestadual.

As investigações, conduzidas por forças integradas da Polícia Civil, Militar, Federal e pelo Ministério Público, resultaram em prisões, bloqueio de bens, apreensão de armas e documentos. Os órgãos apontam que os mandatos eletivos teriam sido utilizados como instrumentos de facilitação de atividades ilícitas e de movimentação financeira milionária, incompatível com a renda declarada dos investigados.

Especialistas em segurança pública avaliam que o cenário se aproxima do conceito de “narcoestado”, em que instituições políticas e judiciárias são influenciadas ou instrumentalizadas por organizações criminosas, com agentes públicos atuando simultaneamente como representantes do Estado e integrantes de redes criminosas.

Um dos casos mais recentes ocorreu nesta quarta-feira, 08, no extremo-sul baiano. O presidente da Câmara de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD), foi preso durante a Operação Vento Norte, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia.

As investigações apontam que o vereador teria ligação com o chamado Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo associado ao Comando Vermelho (CV). Durante o cumprimento dos mandados, uma pistola calibre .380 foi encontrada na residência do parlamentar.

A operação teve alcance regional, com prisões e buscas em cidades como Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão, além do bloqueio de R$ 3,8 milhões distribuídos em 26 contas bancárias ligadas aos investigados. Parte dos mandados também foi executada dentro do sistema prisional, em diferentes estados.

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