
O traficante Ednaldo Pereira Souza, principal alvo da operação realizada nesta segunda-feira (20), no Rio de Janeiro, negociou a própria fuga de um presídio na Bahia com o ex-deputado federal Uldurico Júnior (PSDB). Ele prometeu pagar R$ 2 milhões ao político para que a fuga fosse facilitada em dezembro de 2024, conforme aponta o Ministério Público baiano, que pediu a prisão dos dois.
Uldurico foi preso na última quinta (17), em Praia do Forte, distrito turístico de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Já Ednaldo não foi recapturado até a publicação desta reportagem.
Mais conhecido como o Dada, o traficante é apontado como chefe da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), também no comando do tráfico nas regiões de Caraíva e Trancoso, distritos turísticos de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Deflagrada contra o Comando Vermelho (CV) — facção a qual Dada se aliou —, a operação desta segunda cumpriu um mandado de prisão contra uma mulher e prendeu dois homens em flagrante.
A ação da Polícia Civil do Rio foi decorrente do monitoramento do MP baiano, que indicou o paradeiro de Dada. As investigações apontam que, após a fuga em 2024, ele passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado. Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, e recebeu familiares e amigos para uma festa no feriadão de Tiradentes. Na fuga, deixou parentes e amigos para trás.
Na operação desta segunda, a polícia também procurava Wallas Souza Soares, conhecido como "Patola", suspeito de chefiar a facção com Dada. Ele não estava preso no Conjunto Penal de Eunápolis quando ocorreu a fuga.
Assim como Dada, Patola não foi localizado nesta segunda. Porém, a esposa dele foi presa. Núbia Santos de Oliveira era procurada e apontada como controladora financeira da facção.
Além dela, os demais presos foram:
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