Bahia FORÇA NACIONAL
Novo comando da Força Nacional assume ações em áreas indígenas do Extremo Sul baiano
A presença da Força Nacional na região segue autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública até 20 de julho de 2026.
15/06/2026 09h39
Por: Redação

A Operação Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe iniciou uma nova etapa no extremo sul da Bahia com a chegada do novo comando da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). Para garantir a continuidade das ações de proteção territorial, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Polícia Federal e órgãos de segurança pública estaduais promoveram uma programação de integração e alinhamento institucional voltada aos agentes que atuarão na região.

As atividades foram realizadas entre abril e maio e envolveram encontros técnicos, visitas a comunidades indígenas e apresentações sobre a realidade territorial das áreas atendidas pela operação. O trabalho está concentrado em Terras Indígenas localizadas no extremo sul baiano, entre elas Comexatibá, Barra Velha do Monte Pascoal, Aldeia Velha e Coroa Vermelha, onde vivem comunidades dos povos Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe.

Segundo a Funai, a iniciativa busca qualificar a atuação da Força Nacional a partir de uma compreensão mais aprofundada das características históricas, culturais e sociais dos territórios indígenas. A proposta também visa fortalecer a integração entre os órgãos envolvidos nas ações de segurança e proteção territorial.

Representantes indígenas destacaram a importância da permanência da Força Nacional na região diante dos desafios enfrentados pelas comunidades. Entre as preocupações apontadas estão ameaças, conflitos fundiários e a necessidade de garantir maior segurança para as famílias que vivem nas aldeias.

A primeira etapa da programação ocorreu na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro. Em seguida, o novo comando participou de encontros com lideranças e moradores das Terras Indígenas Barra Velha do Monte Pascoal e Comexatibá, ampliando o diálogo com as comunidades atendidas pela operação.

Atualmente, a Operação Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe atende cerca de 2.600 famílias indígenas distribuídas em dezenas de aldeias do extremo sul da Bahia. A presença da Força Nacional na região segue autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública até 20 de julho de 2026.